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All Her Fault - a base é suspense, mas a série escancara as angústias mais secretas da maternidade

  • Foto do escritor: Janaina Pereira
    Janaina Pereira
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura


Desde o ano passado que via muita gente já falando do quanto a série All Her Fault, do Peacook era ótima, mas eu nem tinha visto trailer, só vi o pôster e achava que o furor se dava por ter no elenco a Sarah Snook, e seu talento irretocável desde Sucession.

No início do ano fui surpreendida que a série chegou no Prime, e ao ver o trailer eu descobri que se tratava de uma família de classe alta que tem o filho sequestrado, e isso é o começo de várias revelações do passado de todos.


No primeiro episódio já começamos com Marissa (Sarah Snook), indo buscar o filho Milo (Duke McCloud) na casa de outra mãe que ela conhecia pouco da escola, mas a casa não era da Jenny (Dakota Fanning), e rapidamente percebemos que Milo foi sequestrado.

Marissa é casada com Peter (Jake Lacy), e a relação deles nitidamente está abalada, e percebemos que há uma proximidade com os irmãos de Peter um pouco fora do comum, Brian (Daniel Monks) tem uma deficiência física, e Lia (Abby Elliott) com seu histórico complexo, e uma personalidade mais explosiva.


E ainda pensando nas ligações sobre quem poderia ter levado o Milo, a série vai mostrar a família de Jenny – que foi colocada nessa situação, já que usaram o seu nome para enganar a Marissa. Ela é casada com Richie (Thomas Cocquerel), e eles tem um filho, Jacob (Tayden Jax Ryan). O primeiro episódio é hipnotizante, você desconfia de tudo e todos, e ele termina com um gancho que só aumenta a nossa curiosidade.



Jenny (Dakota Fanning) e Marissa (Sarah Snook)
Jenny (Dakota Fanning) e Marissa (Sarah Snook)

Entretanto o que me conquistou em All Her Fault é como ela de forma singela, com cenas do cotidiano, falas que podem passar despercebidas vai nos mostrando o quanto desigual é a maternidade e a paternidade, porque por mais que tenhamos um parceiro comprometido, fazendo a sua parte, é na mãe que o olhar é mais pesado, é na mãe que culpamos com mais facilidade e normalidade, as tarefas mesmo divididas tem peso diferentes, e ao ir reconhecendo isso na série, eu fui me conectando mais, reconhecendo situações, ao mesmo tempo em que muitas reflexões começam a vir.


Por mais que uma mãe faça, se reinvente, tente, ache soluções para ser mais que mãe, ela sempre estará em dívida, e isso é uma triste verdade. Confesso que tem momentos que nem lembrava do Milo, e isso não é algo negativo, é que a proposta de All Her Fault é entregar um suspense intenso e coerente, e ela o faz, mas os detalhes são a joia preciosa. No meio do caos absoluto algumas verdades são vomitadas, não há como segurar mais, é como desengasgar a alma.


Outro ponto interessante é como as pessoas internalizaram a “síndrome de salvador”, cuidar de tudo e todos é muito bonito de se ver, mas será que tudo é só por altruísmo? Uma bondade genuína? Sarah Snook e Dakota Fanning estão completas, entregando emoção, realidade, dramas intensos, e a ligação entre duas mulheres que tem mais em comum do que imaginam é belo de assistir.


All Her Fault tem 8 episódios, e seu desfecho é surpreendente porque eles ligam tudo e todos, e ir acompanhando esses personagens tão complexos, causa aquilo que mais amo em qualquer produção, faz você olhar para si, olhar a sua volta, e se questionar se também pode estar presa a situações que foram impostas, e se já não está mais do que na hora de buscar a liberdade e a felicidade.



Nota: Excelente, escancara sem medo sentimentos profundos da maternidade

Onde Assistir: Prime Video

 

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