O Urso (The Bear) 5° temporada - o final possível, coerente e emocionante para essa história
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O Urso é aquele tipo de série que quando você começa o caos generalizado é o que te prende, o ritmo sempre acelerado, Carmy (Jeremy Allen White) o chef mais frenético, tudo isso é o que te prende, são na sua grande maioria 25 minutos de um frenesi maravilhoso que te prende, mas ao finalizar o 8° episódio da 5° temporada, com a duração de mais de 1 hora, num ritmo muito mais cadenciado, você entende que precisava desse tempo para se despedir de forma digna da história, e principalmente desses personagens.

Para que você comece a 5° temporada com todo o contexto eu sugiro que assista Gary, o episódio especial que vemos uma viagem de Mikey (Jon Bernthal) e Richie (Ebon Moss-Bacharach), é importante para você ter a noção de como está o emocional de Richie nessa temporada. Como vimos na 4° temporada, mesmo com o talento de Sydney (Ayo Edebiri), Carmy, os problemas no restaurante continuam, e a decisão que Carmy comunica no último episódio da 4° temporada é o norte que começamos essa última temporada.
Chove torrencialmente em Chicago, a cidade e o The Bear sofrem igualmente, e todos no restaurante exalam sua própria tormenta interior, só não abrir o restaurante está fora de questão, é preciso começar não importa as adversidades. Essa última temporada se passa quase inteira neste dia tempestuoso, e quando o serviço começa vemos, mais uma vez, que as pessoas continuam conectadas para o melhor do restaurante, mesmo com as coisas que saem do controle, há uma coesão quase cósmica entre as pessoas achando soluções para que tudo dê certo, e aquele caos que vimos antes já não precisa ser retratado em tela, nós sabemos como o Carmy está por dentro, o rosto de Syd transmite seu medo, Tina (Liza Colón-Zayas), Marcus (Lionel Boyce), Jess (Sarah Ramos), Neil (Matty Matheson), todos são engrandecidos quando estão juntos.
Preciso fazer uma menção honrosa ao Pete (Chris Witaske), desde a 4° temporada que temos grandes cenas envolvendo-o, e isso sempre me emociona, nesta temporada a interação dele mais uma vez com Donna (Jamie Lee Curtis), e é engraçado, emocionante e mostra o quão Pete é genuinamente generoso e amoroso, ele cativa a todos pela disponibilidade de ajudar, ele fica ali porque as pessoas que ele ama estão lá. No episódio 7 – Caramelo, eu fiquei com os olhos marejados em muitos momentos, a angústia do serviço acontecendo com tantos contras te deixa sempre á espera do pior, e quando o episódio termina eu me perguntei por que não tinha terminado ali? Mas ao finalizar o 8° (The Original Beef of Chicagoland) – eu entendi que só meus olhos marejados tinha sido o começo, como eu chorei no último episódio, é um final digno daquelas pessoas, e da história que começo lá em junho de 2022.
The Bear é uma série que mesmo com seus altos e baixos soube entender qual seria o final a ser contado, seus personagens nos cativaram ao mostrarem suas fragilidades, dores, dúvidas, mas cada um ao entrar na cozinha tinham o sentimento de família sempre latente, presente, e esse é o grande legado da série, e por mais que essa família esteja longe de ser perfeita, a disponibilidade em sempre estar é o grande diferencial, cozinhar é genuinamente um ato de amor, e essas pessoas ao estarem juntas se maximizam (by Richie), esse amor.
Nota: Todas as estrelas para The Bear - mais que excelente
Onde Assistir: Disney+




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